Comparação

Pessoa física ou jurídica: como receber dinheiro do exterior?

PF ou PJUSDImpostosReceber do exterior

Escolher entre receber como pessoa física ou como empresa muda seus impostos, custos e burocracia. Veja as diferenças e como a Ruvo deixa você atuar como PF e PJ sem complicação.

Profissional avaliando opções de pagamento internacional

A escolha que define seus custos

Receber pagamentos internacionais como pessoa física é mais simples de começar, mas costuma custar mais em imposto de renda. Como empresa (PJ) você pode emitir nota, estruturar melhor seus impostos e, dependendo do regime, pagar menos no total. A resposta certa depende de quanto e com que frequência você recebe.

Pessoa física: simples, mas tributada no topo

Como pessoa física, o dinheiro do exterior é tratado como renda e declarado via Carnê-Leão, seguindo a tabela do imposto de renda, que pode chegar a 27,5%. É um caminho rápido para valores menores ou ocasionais, mas raramente o mais eficiente para a sua principal fonte de renda.

Empresa: mais estrutura, mais eficiência

Como empresa você emite uma nota de exportação de serviços, formaliza a relação com o cliente no exterior e, em regimes como o Simples Nacional, a carga total tende a ser bem menor que como pessoa física. Em troca, há obrigações contábeis recorrentes, vale conversar com um contador. Para profissionais que trabalham remotamente para empresas estrangeiras, a estrutura PJ costuma ser a certa, veja nosso guia completo para trabalho remoto para empresas estrangeiras.

Onde a Ruvo entra: dá para ter os dois

Qualquer que seja a escolha, o que você guarda depende da conta que recebe o dinheiro. Com a Ruvo você recebe em dólar, mantém o saldo em USD e converte para reais quando a cotação for boa, com 0% de IOF e conversão a partir de 0,3% para empresas (0,5% para pessoas físicas). E você não precisa escolher só um:
  • Tenha as duas: conta de pessoa física (PF) e de empresa (PJ).
  • Transferências gratuitas entre elas, então você fatura pela PJ e move o dinheiro para a PF quando quiser.
  • Os mesmos dados bancários nos EUA, saldo em dólar e cartão com 0% de IOF nas duas.
Veja o passo a passo operacional em como receber em dólar sendo PJ.

Custo e imposto: duas coisas separadas

Reduzir o que você perde em câmbio e IOF (a conta) e estruturar bem seus impostos (o regime) são decisões separadas sobre o mesmo bolso. A Ruvo cuida do lado do custo; a escolha entre PF e PJ é sua, com um contador. Este conteúdo é informativo, não é consultoria tributária. Para o detalhe tributário, veja imposto PJ sobre serviços exportados.

Faixas de faturamento: quando abrir um CNPJ começa a compensar

Como pessoa física (PF), a renda do exterior é tributada pelas alíquotas progressivas do IRPF, chegando a 27,5%. Como PJ no Simples Nacional, a alíquota sobre serviços fica tipicamente em 6% para receitas baixas, subindo para cerca de 17% no teto de R$4,8M. O ponto em que uma opção passa a valer mais que a outra varia conforme suas despesas, mas para um freelancer com renda do exterior acima de R$3.000–5.000/mês, abrir um CNPJ costuma reduzir a carga total em 15–20 pontos percentuais sobre cada real de renda. Um contador que atende freelancers consegue calcular o ponto certo para a sua situação, com base nos seus valores reais.

PF vs PJ: o que pesa mais

CritérioPessoa físicaEmpresa (PJ)
Tributação da rendaAté 27,5%Menor em regimes como o Simples
Emissão de notaNão emiteNota de exportação de serviços
Burocracia para começarImediataExige empresa ativa
Obrigações contábeisMínimasRecorrentes
Melhor paraValores pequenos ou ocasionaisRenda recorrente em dólar

Perguntas frequentes

PF ou PJ para receber do exterior, o que considerar.

Fale com nosso suporte
  • Para trabalhos pequenos ou ocasionais, receber como pessoa física é o mais simples, e não vale a pena abrir empresa. À medida que você ganha mais em dólar e a renda se torna recorrente, abrir uma empresa (PJ) costuma valer a pena: a carga tributária menor supera o custo de manter a empresa, já que a renda como pessoa física pode ser tributada em até 27,5%.

  • Em muitos casos, sim. Regimes como o Simples Nacional podem resultar em uma carga total menor que a tabela do imposto de renda da pessoa física. O resultado exato depende do seu faturamento e atividade, confirme com seu contador.

  • Como PJ, sim: a prestação de serviço a cliente no exterior é exportação de serviços e exige nota. Isso mantém sua operação regular e comprova a origem dos recursos.

  • Você pode abrir um CNPJ a qualquer momento do ano, não há restrição de prazo. No entanto, a renda recebida antes da abertura do CNPJ permanece como renda PF na declaração daquele ano. A partir da data de registro, os recebimentos podem ser declarados como PJ. Muitos profissionais abrem o CNPJ quando decidem fazer a transição e migram o faturamento no mês seguinte.

  • Uma regra prática: se sua renda do exterior por mês passar de R$3.000–5.000, a economia de imposto do Simples Nacional, comparada ao IRPF pelo carnê-leão, costuma cobrir os honorários do contador e os custos de manter o CNPJ em poucos meses. Abaixo disso, o custo extra pode não compensar. Um contador que atende freelancers consegue calcular o ponto certo com base nos seus valores reais.

  • Sim. A Ruvo suporta contas PJ e PF sob o mesmo login, com saldos separados e taxas de conversão distintas. É útil se você recebe tanto renda empresarial (faturada como PJ) quanto renda pessoal, ou se quiser manter reservas em dólar separadas para finalidades diferentes. As contas são independentes, uma conversão em uma não afeta a outra.

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